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Escândalos

Em 2010 houve seis escândalos com algum destaque, cinco negativos para o PT e sua candidata, Dilma Rousseff, e um negativo para o PSDB. Seguem pequenos resumos dos casos:

Erenice Guerra – Erenice Guerra, então ministra da Casa Civil, foi acusada de participar de tráfico de influências com familiares. A história foi denunciada pela revista Veja, em sua edição de 11 de setembro de 2010.  Antes da investigação ter sido finalizada, Erenice se afastou do cargo.

Verônica Serra – Após investigações internas, a Receita divulgou ter encontrado indícios de que as declarações de renda de 2008 e 2009 de Verônica Serra, filha de José Serra  foram consultadas sem autorização. A consulta foi realizada por Antonio Apella Ferreira, através de uma declaração falsa, o qual se defendeu alegando que estava realizando serviços terceirizados, e que desconhecia quem fez a encomenda da consulta.

Mensalão – Em maio de 2005, a revista Veja divulgou vídeo com flagrante de corrupção de agentes públicos dos Correios. Os dirigentes da estatal envolvidos no caso haviam sido indicados pelo PTB, partido então presidido pelo Deputado Federal Roberto Jefferson. Acuado, Jefferson procurou a imprensa para dizer que fazia parte de esquema de corrupção no Congresso: parlamentares de partidos da base aliada receberiam recursos mensalmente – daí a origem do neologismo “mensalão” – do Partido dos Trabalhadores em troca de apoio ao governo federal. Em 2007, o Supremo Tribunal Federal aceitou denúncia do procurador-geral da república, Antonio Fernando de Souza, contra 40 pessoas ligadas a PT, PTB, PR, PL (atual PR), PP e PMDB, além de bancos, corretoras e agências publicitárias. O julgamento do caso teve início somente em 2012, depois, portanto, do período de análise.

Eduardo Jorge – Grupos ligados ao PT foram acusados de copiarem declarações de renda de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB na época da eleição. A primeira denúncia foi publicada pela Folha de São Paulo. As cópias teriam sido feitas por funcionários da Receita Federal, e repassadas para uma “central de inteligência” ligada ao comitê de campanha do PT.

FARC – O início do escândalo das FARC foi diferente dos outros na eleição de 2010, afinal não foi uma denúncia realizada pela mídia, sim pelo então candidato a vice-presidente Índio da Costa. O candidato afirmou em entrevista que o PT tinha relações com a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, conhecida por seu projeto violento de dominação de território.

Paulo Preto – Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi acusado de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do PSDB, sem nunca entregá-lo para campanha. A primeira acusação foi publicada na edição de 18 de agosto da IstoÉ . A matéria apresentou entrevistas com líderes tucanos que utilizaram o caso como justificativa para a baixa arrecadação da campanha de José Serra.

Como se pode notar, os escândalos Erenice Guerra, Verônica Serra, Mensalão, Eduardo Jorge e FARC, estão relacionados ao governo do PT, enquanto Paulo Preto se refere a candidatura de José Serra. No total da cobertura foram 1.501 textos sobre os escândalos do PT e 82 sobre o único escândalo do PSDB.

Os gráficos abaixo mostram a frequência e distribuição temporal desses “escândalos” nos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Estado de S. Paulo, levando em conta capa e miolo, durante o período de campanha eleitoral de 2010.

Cobertura agregada

O gráfico abaixo mostra o número de textos que cada escândalo recebeu na cobertura da mídia de 1º de julho a 1º de novembro de 2010. A cor azul marca os escândalos contrários ao PSDB e a vermelha os contrários ao PT.

 

Situação x Oposição (agregado)

O gráfico abaixo mostra o número de textos sobre escândalos agregadas por partidos, PSDB e PT, respectivamente, oposição e situação. A base de dados cobre os textos publicados pelos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Estado de S. Paulo de 1º de julho a 1º de novembro de 2010. A cor azul marca os escândalos contrários ao PSDB e a vermelha os contrários ao PT.

 

Série Temporal Semanal: Situação x Oposição

O gráfico abaixo mostra a distribuição temporal de textos sobre escândalos agregadas por partidos, PSDB e PT, respectivamente, oposição e situação. A base de dados cobre os textos publicados pelos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Estado de S. Paulo de 1º de julho a 1º de novembro de 2010. A unidade de tempo é a semana. A cor azul marca o escândalo contrário ao PSDB e a vermelha os contrários ao PT.

 

Série Temporal Semanal: Situação (PT)

O gráfico abaixo mostra o número de textos que cada escândalo contrário ao PT recebeu de 1º de julho a 1º de novembro de 2010. A unidade de tempo é a semana.

 

Série Temporal Semanal: Oposição (PSDB)

O gráfico abaixo mostra o número de textos que cada escândalo contrário ao PSDB recebeu de 1º de julho a 1º de novembro de 2010. A unidade de tempo é a semana.

 

Última atualização: 13/10/2014 às 00:13