14/05/2019 -

Por Beatriz Bandeira de Mello, João Feres e Juliana Gagliardi

Primeiro Mandato Dilma Rousseff (2011-2014) – Análise Preliminar[1]

Objetivos e Metodologia

Esse trabalho foi produzido pela equipe do Projeto PEB Manchetômetro, um braço do Manchetômetro dedicado ao estudo da cobertura da Política Externa Brasileira na imprensa brasileira. Seu principal objetivo é analisar a cobertura que os meios deram aos principais eventos, personagens e temas de política externa durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-2014). Para tal, levamos em conta os textos sobre o tema publicados no  três principais jornais do Brasil: Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo.

Para garantir uma apresentação de dados visualmente consistente, os artigos de opinião, as colunas e os editoriais dos jornais foram agrupados por mês e ano de publicação. Os valores nos gráficos de série temporal expressam, portanto, a soma do número de textos publicados nesses jornais, agregados por valência a cada mês do período analisado.

O presente trabalho tem caráter exploratório, isto é, o material permite análises mais detalhadas e complexas que pretendemos desenvolver em oportunidades futuras.

A Política Externa Brasileira de Dilma Rousseff (2011-2014)

Durante o governo de Luís Inácio Lula da Silva, o Brasil tornou-se mais respeitado no cenário internacional devido ao crescimento econômico substancial e à redução da pobreza e da desigualdade de renda. Tais iniciativas possibilitaram “a retomada da ênfase na política externa, com aumento nos níveis de cooperação sul-sul e agendas bilaterais e multilaterais” (CORNETET, 2014).

Cornetet (2014) aponta que durante seu primeiro mandato, Dilma Rousseff manteve algumas diretrizes de Política Externa adotadas por seu antecessor, como reuniões de cúpula e participação em fóruns internacionais. Porém, o contexto econômico internacional se deteriorou rapidamente com a crise de 2008. Também no plano regional, a gestão da PE se tornou mais difícil com a reestruturação do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), ocasionada pela incorporação da Venezuela e a suspensão do Paraguai. Tais fatores contribuíram para diferenciar o modelo de inserção internacional adotado por Rousseff daquele do período Lula, sob a liderança de Celso Amorim.

O primeiro indício de mudança na condução da Política Externa foi a troca na titularidade do Ministério das Relações Exteriores. A substituição de Amorim por Antônio Patriota refletiu o perfil técnico que Dilma Rousseff pretendeu implantar. Porém, mesmo não ocupando o Ministério, Celso Amorim continuou no alto escalão como Ministro da Defesa.

Comparada ao governo de Lula da Silva, a Política Externa de Dilma Rousseff manteve a agenda multilateral como prioridade, colocando a América do Sul como região estratégica para a consolidação de acordos de cooperação e parcerias comerciais. Os países do MERCOSUL e União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) – Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela foram prioridade na agenda de Rousseff, tal como os do BRICS bloco formado, por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O Gráfico 1 mostra o perfil geral da cobertura midiática sobre a Política Externa (PE) do governo Dilma Rousseff no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2014. À exceção dos seis primeiros meses de mandato período durante o qual ela gozou de uma Lua de Mel por parte da imprensa[2], o posicionamento dos meios em relação à PE de Rousseff foi predominantemente negativo. Até julho de 2011, os jornais não apresentavam uma opinião consistente sobre o governo Dilma Rousseff. No entanto, em agosto de 2011 já podemos observar os primeiros sinais de que estavam revendo sua posição.

No primeiro semestre, o governo se beneficiou das políticas anticíclicas colocadas em prática pelo governo anterior e dos reflexos da crise financeira que atingiu a economia dos Estados Unidos. Com o dólar em baixa, o governo brasileiro investiu na ampliação de parcerias comerciais com a China e a América Latina. A visita de Barack Obama, em março de 2011, também impulsionou as avaliações positivas do governo Dilma no primeiro semestre de 2011. Abaixo, comentamos os eventos que correspondem aos picos da cobertura:

GRÁFICO 1 – POLÍTICA EXTERNA DILMA ROUSSEFF (2011-2014)

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Fonte: Manchetômetro 2018. * A unidade do eixo das abscissas é o mês e os valores nos eixos das ordenadas (y) correspondem ao número agregado de textos (editoriais, artigos e colunas) em cada mês sobre PEB publicados nos jornais.

Em março de 2011 o presidente Barack Obama esteve no Brasil. O fato estimulou o entusiasmo da mídia com uma possível aproximação nas relações comerciais e diplomáticas com os EUA. A expectativa de obter apoio estadunidense para uma candidatura brasileira ao Conselho de Segurança da ONU foi também abordada pelos jornais. A visita de Obama foi apresentada como um reconhecimento dado pelos EUA da importância brasileira no contexto regional. Podemos constatar no gráfico acima que Rousseff não enfrentou duras críticas durante os seis primeiros meses de 2011, justamente pelo clima de “esperança” e “confiança” investido em seu governo.

A primeira elevação significativa do número de matérias negativas deu-se no período entre janeiro e fevereiro de 2012, e diz respeito à visita de Dilma Rousseff a Cuba. As críticas direcionadas a ela e a seu governo concentraram-se no fato de Cuba ser uma “ditadura”[3] – inconcebível sob o olhar da imprensa que se apresenta como defensora dos direitos humanos e dos princípios democráticos. Segundo os jornais, as relações Brasil-Cuba fortalecidas pelo governo tendem à “ideologização”[4] da política externa – uma característica também atribuída ao Partido dos Trabalhadores (PT) e aos mandatos de Lula da Silva.

Nos meses de junho, julho e agosto de 2012, o destaque foi o impeachment do presidente Fernando Lugo que culminou com a suspensão do Paraguai do Mercosul, e a posterior entrada da Venezuela no bloco (considerada uma “manobra oportunista”[5]). Os jornais não concordaram com o posicionamento brasileiro com relação a Lugo, criticando a “hipocrisia” do corpo diplomático, principalmente da presidente, por apoiar Hugo Chávez na Venezuela e Evo Morales na Bolívia – governos que, segundo a imprensa, não respeitam a democracia e os direitos humanos. No período também apareceram críticas à conferência do clima Rio +20, tais como a incapacidade de consenso dos países participantes sobre questões climáticas[6], esvaziamento do multilateralismo[7] e participação pouco expressiva do Brasil[8]

Em setembro de 2012 a mídia continuou tratando do caso Fernando Lugo, no Paraguai. Outro tópico abordado pelos grandes jornais foi o impasse entre EUA e Brasil no setor agrícola. O caso envolvendo o regime estadunidense de subsídios à produção de algodão chegou à OMC em 2009 – momento no qual o governo brasileiro adquiriu o direito de retaliar o governo estadunidense. Mesmo assim, no ano de 2012, o assunto voltou à tona devido à iminência de aprovação da Lei Agrícola nos Estados Unidos.[9]

Em maio de 2013, um dos temas abordados pela grande mídia foi a escolha do diplomata Roberto Azevedo para direção da Organização Mundial do Comércio. Nesse caso os jornais mantiveram um discurso ambivalente, ora apostando na atuação de Azevedo frente a OMC ora criticando a política comercial brasileira. O Gráfico 6 sobre Política Comercial, na Seção Temas, mostra o posicionamento dos meios no período.

Outros temas abordados de forma negativa foram: o programa Mais Médicos, com ênfase na entrada de médicos cubanos no país e o caso do senador boliviano Roger Pinto Molina e do diplomata Eduardo Saboia[10],que culminou com a demissão de Antônio Patriota do MRE.[11] O debate de política externa também foi pautado pela revelação de espionagem realizada pela agência americana National Secutiry Agency, envolvendo a interceptação de comunicação da presidente Dilma Rousseff e de empresas brasileiras. A descoberta da espionagem levou Dilma a adiar viagem marcada aos EUA e a unir-se à Alemanha para a realização de reuniões conjuntas em busca de soluções para governança na internet. Como esperado, o cancelamento da viagem e o discurso de Dilma na Assembleia da ONU foram criticados pela imprensa, pois indicavam um “esfriamento” das relações bilaterais com os EUA.

Em dezembro de 2013 as publicações favoráveis superaram as publicações contrárias, predominantes desde dezembro de 2011, em parte devido ao bom desempenho de Roberto Azevedo na Organização Mundial do Comércio e à assinatura de um acordo para compra de caças da Suécia.

Contudo, nos meses de janeiro e fevereiro de 2014, temos outro pico de negatividade, com artigos e editoriais focados nos seguintes temas: o programa Mais Médicos[12], apresentado como uma iniciativa que financia a “ditadura cubana”[13]; o Fórum Econômico Mundial em Davos, que deu chance para que os meios criticassem a política econômica brasileira; os investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Porto de Mariel em Cuba; e o apoio ao governo venezuelano e a suposta falta de acordos de cooperação em encontros multilaterais com a União Europeia (UE).

Em julho de 2014 o episódio que gerou maior controvérsia envolveu Israel e a declaração de que o Brasil era um “anão diplomático”[14]. A mídia mostrou-se favorável às investidas brasileiras no Conselho de Direitos Humanos da ONU contra Israel. Os desempenhos de Dilma Rousseff e do Ministro Luiz Alberto Figueiredo foram elogiados.

Em setembro, o mau desempenho econômico e a proximidade das eleições recaíram sobre o debate de política externa. A participação de Dilma na ONU e suas críticas à política militar dos EUA foram desaprovadas pela mídia. O viés negativo se repetiu a cada ano quando da participação de Dilma Rousseff na Assembleia Geral das Nações Unidas – sempre no mês de setembro.

O último pico de valência negativa do primeiro mandato de Dilma foi em novembro de 2014. Neste mês, logo após sua vitória no segundo turno das eleições presidenciais, a imprensa dispensou um tratamento fortemente negativo à política externa de seu governo, em temas como: política comercial na Organização Mundial do Comércio (OMC), aproximação com a Venezuela, baixo investimento no Ministério de Relações Exteriores (MRE) e participação no G-20. Como mostrado em outros estudos do Manchetômetro[15], no momento imediatamente posterior à reeleição, Dilma não gozou de Lua de Mel. Pelo contrário, as críticas a seu governo se intensificaram, evento raro que é indício de alta politização da cobertura.

Os pontos apresentados nessa seção não esgotam os eixos de política externa colocados em prática durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-2014), mas somente aqueles que receberam maior atenção na cobertura jornalística. Na próxima seção focaremos os principais personagens da Política Externa Brasileira, a saber: Dilma e os Ministros de Relações Exteriores, Antônio Patriota e Luiz Figueiredo.

 

Personagens

Esta seção examina o tratamento dispensado pelos meios aos principais personagens da Política Externa Brasileira, nas matérias sobre esse assunto. Daremos atenção à dimensão temporal a fim de capturar a evolução do comportamento dos meios.

Nos primeiros meses de seu primeiro mandato, a valência dos textos sobre Dilma foi predominantemente neutra. Isto é, diferentemente do tratamento que lhe foi dispensado no seu segundo mandato, podemos dizer que Dilma gozou nesse momento de uma Lua de Mel por parte da imprensa. Como declara um editorial do Estado de São Paulo, o anseio era que, na condução da política externa, ela não cometesse aquilo que o jornal via como os mesmos “excessos e equívocos”[16] do seu antecessor. No período, os jornais atribuíam supostos erros da gestão Rousseff às heranças do governo Lula. Em março de 2011 a presidente foi elogiada pela tentativa de aproximação com os Estados Unidos, como visto anteriormente.

GRÁFICO 2 – DILMA ROUSSEFF (2011-2014)

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Fonte: Manchetômetro, 2018

A partir de 2012 a valência de Dilma passou a ser predominantemente contrária. Tal posicionamento contrário dos jornais teve como pilares as viagens presidenciais para Cuba e o processo de suspensão do Paraguai e a incorporação da Venezuela no Mercosul. A crise diplomática com os Estados Unidos também foi determinante para o crescimento do número de matérias contrárias a Dilma.

Antônio Patriota[17], que ocupou posições de destaque no Itamaraty durante o governo Lula, assumiu o Ministério de Relações Exteriores em 2011. Contudo foi pouco mencionado pela grande mídia ao passo que a imagem de Dilma permaneceu associada à atuação diplomática do Brasil, reforçando o conceito de diplomacia presidencial[18]. Isso evidencia uma tendência personalista na cobertura da mídia mesmo em tópicos internacionais.

GRÁFICO 3 – ANTÔNIO PATRIOTA (2011-2014)

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Fonte: Manchetômetro 2018

A substituição de Patriota por Luiz Figueiredo em agosto de 2013 não gerou mudanças significativas na percepção dos jornais sobre a política externa do governo. Os casos de Patriota e Figueiredo mostram que os jornais brasileiros tendem a atribuir aos ministros um papel secundário na diplomacia. O chefe de estado é tomado como o maior responsável pela inserção internacional do país e, consequentemente, culpabilizado por erros e acertos diplomáticos. Tal enquadramento é potencialmente um sinal de politização excessiva da cobertura.

GRÁFICO 4 – LUIZ FIGUEIREDO (2011-2014)

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Fonte: Manchetômetro (2018)

Temas

 Três temas receberam destaque na abordagem da grande mídia durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff. São eles: a política comercial; a integração regional e a partidarização/ideologização da política externa.

No âmbito da integração regional, os jornais criticaram principalmente a UNASUL e o MERCOSUL. Foram contundentes quanto à suspensão do Paraguai do bloco, que consideraram uma manobra oportunista, e contrários à incorporação venezuelana. As aproximações com a Argentina e a Bolívia também foram criticadas.

 

GRÁFICO 5 – INTEGRAÇÃO REGIONAL (2011-2014)

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Fonte: Manchetômetro 2018

Quanto à política comercial, os jornais focaram nas supostas inconsistências de acordos firmados com os Estados Unidos no âmbito da OMC, principalmente no caso do algodão, e nas tratativas bilaterais com a Argentina. O aumento do protecionismo e a falta de investimentos na indústria também foram alvo do pessimismo midiático. Nem mesmo a nomeação do diplomata Roberto Azevedo, primeiro brasileiro a ocupar a diretoria-geral da OMC, arrefeceu as críticas sobre a política comercial brasileira. Ainda que a nomeação tenha sido produto de articulação do governo Rousseff e do Itamaraty junto aos países representados pela Organização ela não teve impacto positivo sobre a cobertura.

GRÁFICO 6 – POLÍTICA COMERCIAL (2011-2014)

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Fonte: Manchetômetro 2018

As relações brasileiras com Venezuela, Argentina, Bolívia e Cuba foram duramente criticadas durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff. A manutenção de relações diplomáticas com os vizinhos latino-americanos foi classificada como “ideológica”[19] e prejudicial aos interesses brasileiros na região. Os jornais apresentaram Cuba e Venezuela como países que desrespeitam direitos humanos e possuem instituições consideradas “não democráticas”[20], sendo a aproximação com ambos inconcebível à diplomacia brasileira.

GRÁFICO 7 – PARTIDARIZAÇÃO/IDEOLOGIZAÇÃO DA POLÍTICA EXTERNA (2011-2014)

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Fonte: Manchetômetro 2018

 

Conclusão

 A análise preliminar dos dados referentes ao primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-2014) sugere que a mídia brasileira adotou um posicionamento fortemente contrário ao governo no que toca aos principais acontecimentos, personagens e temas da política externa. Essa constatação não é diferente das análises da cobertura da imprensa dedicada a governos petistas. Desde o governo Lula, a mídia adota um discurso favorável ou neutro à aproximação brasileira com países hegemônicos (EUA e União Europeia) e ambivalente ou contrário às relações bilaterais e multilaterais com países do Sul.

A integração regional e a política comercial são criticadas quando voltadas para os países da América Latina/América do Sul Os jornais chamaram de “partidarização/ideologização da Política Externa Brasileira” ações que o próprio governo via como ganhos de independência, autonomia e diversificação da Política Externa.

Por outro lado, toda e qualquer aproximação com os EUA tende a ser vista com bons olhos. Nem mesmo o episódio envolvendo a espionagem estadunidense do governo brasileiro foi suficiente para mudar a posição da imprensa brasileira em relação às relações com aquele país. Ou seja, os meios têm um posicionamento favorável à “americanização” da Política Externa.

O conjunto de dados apresentados neste relatório é preliminar e, por ora, revela apenas algumas tendências na cobertura midiática sobre a Política Externa Brasileira. Em estudos futuros pretendemos oferecer uma análise mais detalhada da cobertura jornalística da política externa, assim como estender o período estudado a fim de fazermos comparações mais substantivas.

Referências Bibliográficas

 CORNETET, João Marcelo C. A Política Externa de Dilma Rousseff: contenção na continuidade. Revista Conjuntura Austral, vol.5, n.24, jun-jul 2014.

HORTA, L.F.C.B.R. O conceito de diplomacia presidencial. 1º Seminário Nacional de Pós-Graduação em Relações Internacionais. Brasília, DF, jul. 2012.

PRETO, Adriana F. “O Conceito de Diplomacia Presidencial: o papel da Presidência da República na formulação de política externa”. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, USP, 2006

SARAIVA, Míriam Gomes. Balanço da Política Externa de Dilma Rousseff: perspectivas futuras? Revista Relações Internacionais, p.25-35, dez-2014.

Notas

[1] Pesquisadores: Bruna Soares, Hellen Oliveira, Juliana Pinto, Leonardo Wetzel, Lorena Miguel, Luã Braga, Magno Klein, Marcelo Fleischhauer, Nathália do Vale, Pablo Fontes e Vinicius Santos

[2] Segundo editorial de O Globo, durante o período prevalecia um “clima de esperança com o governo Dilma”. “Boa Declaração de Intenções”. O Globo, 1/1/2011.

[3] “Cuba – até quando o silêncio?” O Estado de São Paulo, 4/2/2012.

[4] “Duplipensar”. O Globo, 16/2/2012.

[5]Democracia na América do Sul: perguntas incômodas”. Folha de São Paulo, 7/7/2012

[6] “Adeus, Rio”. Folha de São Paulo, 21/6/2012

[7] “Recusa ao chamado”. Folha de São Paulo, 22/6/2012

[8] “O governo Dilma parece velho”. O Globo, 26/6/2012

[9] “De novo o contencioso comercial com os EUA”. O Globo, 11/9/2012.

[10] Em maio de 2012, o senador boliviano Roger Pinto Molina, opositor de Evo Morales, refugiou-se na embaixada brasileira em La Paz alegando ter sofrido perseguições políticas. Na época, o governo brasileiro concedeu asilo político à Molina, mas o pedido foi negado na Bolívia. Em setembro do ano seguinte, Molina foi trazido ao Brasil com a ajuda do diplomata brasileiro Eduardo Saboia, que assumiu a responsabilidade pela retirada do parlamentar da Bolívia. O caso resultou em um mal-estar diplomático entre Brasil e Bolívia e na demissão do Ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota.

[11]Um dos piores momentos da diplomacia brasileira”. O Globo, 28/8/2013

[12]Programa ‘mais cubanos’”. Estado de São Paulo, 11/1/2014

[13]  Idem.

[14] “A propósito do ‘anão diplomático’”. O Globo, 26/07/2014.

[15]  “De Dilma a Temer: o cão de guarda e a lua de mel”. Disponível em http://www.manchetometro.com.br/index.php/publicacoes/serie-m/2017/04/24/de-dilma-a-temer-o-cao-de-guarda-e-a-lua-de-mel/ Acesso em 20/02/2019.

[16] “Mais profissionalismo na política externa”. Estado de São Paulo, 11/1/2011.

[17] Foi Secretário do Planejamento Diplomático do Ministério das Relações Exteriores, em 2003; Chefe de Gabinete do Ministro das Relações Exteriores, em 2004; Subsecretário-Geral Político do Ministério das Relações Exteriores, de 2005 a 2007; Embaixador do Brasil em Washington, de 2007 a 2009; Secretário-Geral das Relações Exteriores, de outubro de 2009 a dezembro de 2010 (CETATIT, 2014).

[18] Entende-se como diplomacia presidencial a diplomacia exercida diretamente por chefes de estado. Para Preto (2006 p.31), a diplomacia presidencial “é o nome que assume a ‘diplomacia de cúpula’ em regimes presidencialistas, sendo a diplomacia de cúpula a condução pessoal (do chefe de estado) de assuntos de política externa”. Outra definição aceita é a de Albuquerque que define a diplomacia conceitual como “a participação pessoal do chefe de governo/estado nas relações internacionais, seja por meio de pronunciamentos, seja pela participação em foros internacionais, seja atuando diretamente em negociações (HORTA, 2012 apud ALBUQUERQUE, 1996).

[19] Ver, por exemplo, o editorial “Cacoete ideológico em Cuba”, publicado em 2 de fevereiro de 2012 no jornal O Globo.

[20] “Um balanço da ‘democracia’ de Chávez”, 19/7/2017, O Globo.