Vaza Jato nos jornais – 2 de agosto
Vaza Jato nos jornais – 2 de agosto

02/08/2019 -

Por Eduardo Barbabela, Juliana Gagliardi, Natasha Bachini e João Feres Jr.

dia54

No 54° dia de cobertura, as edições diárias dos jornais dedicaram 17 textos à Vaza Jato. A repercussão no Supremo Tribunal Federal das informações divulgadas pela Folha de São Paulo de que Deltan Dallagnol teria proposto a colegas investigar o ministro Dias Toffoli e a decisão do ministro Luiz Fux de impedir a destruição das mensagens obtidas com os supostos hackers foram os principais assuntos relacionados ao escândalo.

 O GLOBO

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O Globo manteve uma cobertura tímida, com apenas três textos. Em reportagem, o jornal aponta para as reações dos ministros do STF às mensagens divulgadas pela Folha revelando que Dallagnol propôs investigações do ministro Toffoli, e critica a ação do procurador, que não teria tal prerrogativa – apenas a Procuradora Geral da República pode investigar ministros do STF.

ESTADÃO

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O Estadão também continua com uma cobertura acanhada: apenas três textos. Em reportagem, o jornal destaca a proibição da destruição de mensagens apreendidas com suspeitos de hacking, pelo ministro Fux, que aponta o receio de dissipação de provas e a frustração da “efetividade da prestação jurisdicional”. O diário noticia também que o celular de Henrique Meirelles também foi invadido pelos hackers.

FOLHA

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A Folha é o jornal que mais destaca a Vaza Jato nas edições de hoje, com 11 textos. Em artigo, Bruno Boghossian destrincha a decisão de Fux para vetar a destruição das mensagens e aponta que o ministro do Supremo deixou em sua decisão a possibilidade de que o conteúdo vazado seja utilizado como prova legal no futuro. O diário também aponta a articulação do STF para afastar Dallagnol após a divulgação das mensagens pelo próprio jornal. Na coluna Painel, Daniela Lima afirma que o STF demonstrou que o clima para a os procuradores da Operação Lava Jato está pesado após os vazamentos. O jornal também publica entrevista de Edilson Mougenot, procurador do MP-SP, que defende a perícia para legitimar as afirmações dos hackers e também defende que a conduta de Moro nas mensagens seria correta.

 

CONCLUSÃO

As novas mensagens da Folha tiveram repercussão institucional e reverberaram nas edições diárias dos jornais. Com a manifestação direta do Supremo e possibilidade de que o tema continuará em pauta pelos próximos meses, veremos como a grande mídia se comportará diante desse novo momento da Vaza Jato.

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